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Wright dá novos passos sem descuidar de viés ESG

Combinado é que de 2% a 4% do patrimônio das familias seja destinado para negócios com viés da responsabilidade social, ambiental e de governança (ESG)

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Valor Econômico
11 Mar 2025

Com dez anos recém-completa-dos, a Wright Capital busca novas linhas de crescimento, sem deixar para trás a filosofia de engajar clientes para os investimentos de impacto, algo que está no centro de sua estratégia desde o início. O combinado é que de 2% a 4% do patrimônio das famílias seja destinado para negócios com viés da responsabilidade social, ambiental e de governança (ESG).

A chegada do ex-Opportunity Thiago Esteves ao time de “weal-th management” e da ex-Falconi Viviane Martins, para a nova vertical de “trust” , é simbólica desta fase que olha para o futuro sem descuidar do legado.

“A gente tinha convicção de que algum dia as famílias viriam pelo alinhamento de valores e de interesses”, diz Fernanda Ca-margo, sócia-fundadora da gestora de fortunas, que iniciou a jornada de empreendorismo ao lado do marido, o advogado Alexandre Lindenbojm.

O primeiro cliente “impacta-do” por tal abordagem foi Jayme Garfinkel, do grupo Porto Segu-ro. Depois vieram outros e tijolo a tijolo a casa chegou a R$ 7,4 bilhões, de 45 famílias, Até Esteves embarcar no pro-jeto, a equipe tinha praticamente apenas gestores dedicados à alocação de portfólio, no Brasil e no exterior. Faltava alguém para olhar para expansão. O mandato dele prevê não só atrair clien-tes, mas também talentos.

Esteves iniciou a carreira no mercado financeiro em 2011, no antigo BBM(atual Bocom BBM). Dois anos depois, foi para o Op-portunity onde estruturou a área de multifamily office (MFO), cuidando de relacionamento e prospecção de clientes.

“A Wright é uma casa 100% asset allocation, parte da análise macro, e uma vez feito o diagnóstico de cenário, delega aos gestores de re-cursos”, afirma Esteves, reforçando que para evitar conflito é importante não ter produto próprio.

Com a estrutura atual, Camargo calcula ter capacidade para administrar algo entre RS 25 bilhões e R$ 30 bilhões. Mas sem pressa, firme no propósito de que o que a gestora pratica da porta para dentro e para fora não é “abraçar a ár-vore”, é gestão de patrimônio com responsabilidade. Para a executi-va, o movimento anti-woke”, contrário aos princípios ESG, potencializado pela administração de Donald Trump nos Estados Uni-dos, vai separar o joio do trigo e evidenciar negócios e investimentos que tenham de fato o olhar para a sustentabilidade.

Os sócios observam os movimentos de consolidação no setor, mas o plano é crescer organica-mente, diz Lindenbojm, para evitar choques culturais. Mas algo que os sócios avaliam é estender o serviço de gestão para outros MFO.

*Estamos abertos a ser o ‘white la-bel’ de algumas casas, ajudar na gestão se isso não estiver bem re-solvido”, afirma. “Há poucas e boas conversas nessa direção.”

Já na Wright Trust o plano é ser o conselheiro societário de poucos empresários. A vinda de Martins como sócia desta vertical foi a oportunidade de prestar esse tipo de serviço de forma mais estruturada. Ela foi-executiva-chefe (CEO) da Falconi Capital, private equity do grupo Fal-coni, onde passou 25 anos contando o tempo na consultoria.

Lindenbojm vinha assessorando alguns casos de clientes. Auxi-liou, por exemplo, a dar um destino para alguns ativos de herdeiros de um empresário que atuava em vários setores e que não pretendiam tocar determinados negó-cios. “Ajudamos a estabelecer a governança com vista à gestão e participamos ativamente das discussões e da supervisão dos processos de desmobilização junto ao conselho de acionistas”, afirma o execu-tivo. Ele atua há 15 anos como conselheiro do grupo Aché. (AC)

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