
Desde que fundamos a Wright Capital, uma gestora de patrimônio focada em atender famílias e instituições que tivessem um olhar para transformação social ou ambiental, tivemos que fazer inúmeras escolhas. Deixamos de atender potenciais clientes cuja trajetória não se alinhava com nossos valores e, a cada não que dizíamos, tantas outras portas se abriam de forma sincrônica e surpreendente.
Na gestão de patrimônio, identificamos os melhores investimentos disponíveis no mercado local e internacional, com visão de longo prazo e com o objetivo de preservar o patrimônio, mas sempre que possível levando em conta qual impacto estamos deixando no mundo e buscando alocações com alinhamento de valores.
Tem sido cada vez mais difícil se manter otimista nos últimos tempos, principalmente se pensarmos nas futuras gerações que viverão as consequências de nossas ações e omissões. Guerras, mudanças climáticas, desigualdade, pandemias, polarização e desinformação são algumas das crises atingindo um mundo já fragilizado.
A economia global se encontra em meio a uma dramática convulsão estrutural e deve exigir investimentos para construir a transformação. Governos possuem cada vez menos condições políticas para resolução de tais questões, e o terceiro setor, por mais que se esforce para preencher as lacunas existentes, não tem recursos suficientes. O setor privado tem que participar.
A desigualdade aumentou: a participação dos 50% mais pobres do mundo na riqueza global é de 2%, enquanto a participação dos 10% mais ricos é de 76%. No Brasil, o patrimônio médio por adulto cresceu mais de 375% desde a crise financeira de 2008, mas somos o terceiro país no ranking da desigualdade.
A transição climática é urgente e a lacuna para seu financiamento é de US$1,3 trilhões, de acordo com o World Resources Institute. Na Cop29, os países participantes assumiram um compromisso de US$300 bilhões para ajudar os países mais pobres a lidar com os impactos das mudanças climáticas até 2035. Se queremos assegurar um futuro para a humanidade, é crucial mobilizar capital privado para preencher este gap.
Para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU até 2030 será necessário algo entre US$135 a 176 trilhões. Com a Guerra na Ucrânia, que resultou em mais crise de energia e alimentos, inflação e imigração, o desafio aumentou. Por outro lado, recursos não faltam: em 2022 a riqueza global atingiu US$463 trilhões (Credit Suisse Wealth Report) - ela só precisa ser alocada considerando o planeta e os seres vivos que nele habitam.
Se bancos e investidores privados comprometessem apenas 1% de seus recursos para as soluções, poderíamos atingir as ODS segundo estimativas da ONU. Infelizmente, o cenário vem piorando e o custo vem aumentando – e, junto com ele, a pobreza e desigualdade.
Isso afeta a todos, incluindo investidores. A instabilidade do sistema econômico causa instabilidade nos mercados. Isso significa que, de uma perspectiva de longo prazo, a abordagem dessas questões e a reconstrução de um sistema resiliente estão totalmente alinhadas com os interesses de investidores em preservar seu patrimônio para esta e futuras gerações.
Para encaminhar tais questões existem infinitos caminhos, porém as direções são limitadas. Nesse sentido, precisamos sempre nos perguntar: que direção desejamos seguir? Devo ou não fazer alguma coisa para contribuir? Em tendo recursos relevantes, como colocá-los, em alguma medida, a serviço de um mundo melhor? Para tanto, como devemos orientar a gestão do nosso patrimônio?
A seguir contaremos um pouco sobre o que temos feito na Wright Capital junto com nossos clientes, gestores, parceiros e rede de relacionamentos, certos de que este é apenas o início de uma longa jornada.
FERNANDA CAMARGO
ALEXANDRE LINDENBOJM

Foco na relação risco-retorno dos investimentos, com análise de riscos que pode considerar aspectos ambientais, sociais e de governança sob a ótica de compliance e/ou regulatória
Além do risco-retorno, considera questões ambientais, sociais e de governança ao tomar decisões de investimento, utilizando diversas metodologias. Inclui investimentos temáticos.
Resolver problemas socioambientais usando abordagens tradicionais, com intencionalidade e mensuração de impacto. Aceita retornos possivelmente inferiores em troca de retorno social ou ambiental.
Prioriza impacto e aceita mais risco, buscando sustentabilidade econômica quando possível. Aceita até retornos negativos e envolve abordagens como Venture Philantropy e blended finance.
Busca resolver problemas socioambientais sem focar em retorno financeiro, embora possa cobrar por parte de seus serviços ou produtos.

Investimentos de impacto são investimentos feitos com a intenção de gerar impacto social e/ou ambiental mensurável positivo e com retorno financeiro. São investimentos feitos em diferentes classes de ativos, setores e regiões.
Esses investimentos podem ser feitos nas mais diversas classes de ativos como Venture Capital, Private Equity, crédito, entre outros.
Negócios de impacto financiam soluções para grandes desafios de nossa sociedade em diversos setores, tais como: moradia, saúde e educação, agricultura sustentável, energia renovável, conservação ambiental, inclusão financeira etc.
Segundo a GIIN (Global Impact Investment Network1), investimentos de impacto devem ter três características fundamentais:
Deve haver um objetivo de gerar impacto socioambiental positivo, de resolver um determinado problema, desde o início.
Devem gerar retorno financeiro sobre o capital investido ou, no mínimo, o retorno do principal.2
O impacto deve ser medido de modo claro e explícito.
No Brasil, os negócios de impacto começaram a ganhar vida em 2005, quando a Potencia Ventures, de Kelly Michel, trouxe capital catalítico para fundar a Artemisia, aceleradora de negócios de impacto. Em 2008, junto com Antonio Moraes e Daniel Izzo, Kelly ajudou a criar a Vox Capital, primeiro fundo de impacto no Brasil. Na mesma época, Henrique Bussacos trazia o Impact Hub para o país e Leonardo Letelier fundava a Sitawi com os Fundos Rotativos. Em 2012, foi fundada a Mov Investimentos, liderada por Paulo Bellotti. Este foi o início dos negócios de impacto no Brasil.
A riqueza global atingiu US$463 trilhões em 2022, segundo o Credit Suisse Wealth Report. O mercado global de investimento de Impacto, ao mesmo tempo, atingiu US$1.164 trilhões ao final de 2022 de acordo com o GIIN - ou seja, 0,25% do total de ativos globais.
No Brasil, segundo a Anbima, o total de ativos financeiros chegou a R$9 trilhões, ao passo que os investimentos de impacto, se incluirmos microcrédito, atingiu R$18 bilhões ou US$3,6 bi. Isso representa 0,20% do total de ativos no Brasil, 0,30% do total de investimentos de impacto no mundo e 0,004% do total de ativos financeiros no mundo – ou seja, quase nada.
Como diz Marco Gorini da Din4mo:
“Se quisermos deixar o mundo melhor, precisamos de uma mudança civilizatória. Sempre que falamos de retorno, risco e liquidez, estamos pensando em nós mesmos ou nas instituições que representamos. Somente quando falamos de Impacto, estamos olhando para o outro.”
A maior parte das organizações de impacto estão baseadas em mercados desenvolvidos, principalmente EUA e Canadá (50%) e oeste, norte e sul da Europa (31%), enquanto as de mercados emergentes estão baseadas na África Subsaariana (6%), América Latina e Caribe (3%) e Sudeste Asiático (2%). A grande maioria dos ativos de impacto é alocada por organizações sediadas em mercados desenvolvidos (92%), enquanto as organizações baseadas em mercados emergentes representaram apenas 8% dos ativos de impacto. Os mercados que mais precisam de soluções de impacto, portanto, recebem muito pouco investimento.

Ainda de acordo com o mesmo relatório do GIIN citado, a maioria dos investidores afirma que os seus investimentos atingiram suas expectativas tanto em relação ao impacto gerado quanto à performance financeira, sendo que aproximadamente dois terços dos entrevistados têm como alvo retornos de mercado ajustados ao risco. Muitas vezes, para atingir as expectativas de retorno dos investidores, gestores acabam investindo em negócios que não são necessariamente de impacto, causando o famoso greenwashing e gerando desconfiança.
No mundo, os setores que mais recebem investimentos são os de energia renovável, inclusão financeira, microfinanças e saúde. Os investimentos ocorrem principalmente via instrumentos de dívida privada e fundos de Private Equity ou Venture Capital.
No Brasil, quando perguntamos a grandes instituições globais quais os motivos de alocarem a parcela de investimento de impacto nos seus próprios mercados ao invés de alocar mais no Brasil, na África ou no Sudeste Asiático, escutamos as mesmas respostas sempre: “it’s a lot of risk” (é muito arriscado), o câmbio é muito volátil, os fundos são pequenos, o ambiente político é instável, as regras mudam... Mas, é importante questionar: neste momento, qual região do mundo não está volátil? Aqui, por enquanto, os setores que mais recebem investimentos são os de inclusão financeira, educação, alimentos e agricultura, energia renovável e saúde. E os investimentos ocorrem principalmente em venture capital e crédito.

O processo de medição de impacto envolve desde a definição do que significa impacto até a seleção de problemas socioambientais que se pretende resolver, passando pela consideração da tese de impacto do projeto, pela coleta de dados e pela publicação de métricas.
Algumas organizações buscam orientar seus investimentos para impacto estabelecendo frameworks para a gestão de impacto, muitas vezes com diversos pontos em comum. Os frameworks mais usados mundialmente são:
Os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são um apelo universal para acabar com a pobreza, proteger o planeta e garantir que até 2030 todas as pessoas desfrutem de paz e prosperidade.

Colaboração entre os principais fornecedores de padrões e orientações de sustentabilidade que estão coordenando esforços para integrar a prática de gestão de impacto. A principal contribuição foi a criação das Cinco Dimensões do Impacto:
O quê: escala do impacto e o quão importante é esse resultado para os stakeholders.
Quem: quais stakeholders serão impactados pelo resultado.
Quanto: extensão do impacto, especificamente quantos stakeholders serão impactados, qual a profundidade da mudança e a duração do impacto.
Contribuição: quão importante são os esforços dos investidores para a geração de impacto.
Risco: probabilidade do resultado ser diferente do esperado, inclusive de gerar consequências negativas
Framework criado pelo IFC (International Finance Corporation) e mantido pelo GIIN. Inclui nove princípios de gestão de impacto.
Lançado em 2006 com apoio da ONU, busca apoiar investidores institucionais na integração de questões ESG em suas decisões de investimento.
O passo seguinte na implementação dos frameworks é a definição das ferramentas e de um conjunto de métricas de impacto a serem usados e a seleção de um formato para o reporte. Existem atualmente diversas metodologias para tanto, sendo as principais:
A escolha de cada framework e ferramenta depende do contexto e objetivo de cada investidor.
Além dos frameworks acima, a Teoria da Mudança foi usada por muitos anos por ONGs, atores públicos e investidores como a principal metodologia para promover uma reflexão organizada e crítica sobre os impactos pretendidos e as condições necessárias para atingi-los. Inclui uma definição da cadeia de causas e efeitos que geraria o impacto pretendido (por exemplo, se fizermos A, então o efeito B acontece) e uma análise de quão plausíveis e realistas essas etapas são. A Teoria da Mudança contempla três principais dimensões:
Nota: os respondentes puderam selecionar múltiplas opções de resposta. As ferramentas e sistemas ‘outros’ incluem frameworks proprietários, Social Return on Investment, Avaliação de Impacto B, protocolo GHG e o Sustainable Finance Disclosure Regulation.
Fonte: Impact Measurement & Management Practice. 2023 GIINSIGHT. Tradução e adaptação Wright Capital.
RELATÓRIO DE IMPACTO 2024 | WRIGHT CAPITAL 18

Na Wright somos enormes entusiastas de Venture Philantrophy, iniciativa que trata da combinação de capitais financeiros e intelectuais resultando em uma abordagem de longo prazo e de alto engajamento voltados para a geração de impacto socioambiental positivo através de investimentos em impacto. Com ênfase principal no impacto, mas buscando modelos economicamente sustentáveis, entendemos que Venture Philanthropy traz o capital necessário para que negócios sociais ganhem tempo para provar seus modelos, e se prepararem para receber recursos de impacto ou até tradicionais.
Quando esse tema aterrizou na Wright Capital em 2018, entendemos imediatamente que esse era o caminho para ajudar inúmeros negócios sociais que acabavam morrendo pela falta de um capital paciente ou catalítico.
A Wright Capital participou da criação da Latimpacto e hoje é membro do Conselho. A Latimpacto é a rede latino-americana de Venture Philanthropy que promove o intercâmbio de conhecimento sobre modelos inovadores e eficazes de gestão, medição e financiamento para impacto, facilitando conexões e estimulando a colaboração e o co-investimento. A Latimpacto conecta todo o contínuo de capital, prioriza o impacto usando ferramentas que ligam a América Latina a um movimento global de redes de Venture Philanthropy. Com a articulação de filantropos e investidores sociais, busca mobilizar mais capital humano, intelectual e financeiro para o ecossistema de impacto.

Três práticas principais são utilizadas no Venture Philanthropy:

Blended finance ou financiamento híbrido pode ser definido como “o uso estratégico de fundos de desenvolvimento (recursos subsidiados) para a mobilização de fluxos adicionais de capital comercial para o desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento” (OCDE, 2017). Estes fundos de desenvolvimento, que também podem ser chamados de capital filantrópico, concessional ou paciente, possuem função catalítica com o objetivo de equilibrar a relação de risco e retorno e de destravar o investimento do setor privado em desenvolvimento sustentável (LAB, 2022).
O blended finance permite que organizações com objetivos diferentes invistam lado a lado, enquanto alcançam seus próprios objetivos (financeiro, impacto socioambiental ou ambos).
As operações de blended finance podem ser estruturadas por meio de diversos mecanismos e formatos de investimento. Entre os usos mais frequentes de capital concessionário nesse contexto estão: a oferta de recursos subsidiados (com taxas abaixo do mercado ou não reembolsáveis) para criar uma camada de mitigação de riscos; doações destinadas à estruturação de projetos; garantias e seguros para os estágios iniciais dos investimentos; dívida; equity; pagamento por resultados; e assistência técnica (LAB, 2022).
O investimento tradicional proveniente de fontes públicas e filantrópicas não é suficiente para concretizar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas: existe um déficit anual de US$2,5 trilhões. Segundo a Convergence, plataforma global de blended finance, ao utilizar capital catalítico de fontes públicas ou filantrópicas para aumentar o investimento do setor privado nos países em desenvolvimento, o blended finance tem o potencial de aumentar em até dez vezes o investimento. Dados da Convergence mostram que blended finance já mobilizou aproximadamente US$200 bilhões.

Com um PIB global em torno de US$100 trilhões em 2022 (The World Bank) e riqueza global estimada em US$463 trilhões (Wealth Report), não temos uma questão de escassez de recursos, mas de alocação. Segundo Marco Gorini da Din4mo, existe uma assimetria na atratividade da relação risco x retorno que trava a alocação do capital privado. O blended finance nasce nesse contexto e permite que diferentes fontes de capital participem de um mesmo negócio onde deve existir consenso sobre o impacto a ser gerado, mas retorno financeiro e risco podem ser diferentes para cada tipo de capital.
O blended finance contempla diferentes tipos de estrutura, cada uma com características distintas, a despeito dos objetivos similares

Fundo Vale: Tem sido um dos mais importantes atuantes no uso de blended finance e capital catalítico no Brasil.
No seu portfólio de fomento, o Fundo Vale investiu investiu na Amaz Aceleradora de Impacto, oferecendo também suporte aos negócios em temas como gestão financeira e administrativa; Plataforma Jornada Amazônia da Fundação Certi; Conexão Povos da Floresta; Empreende Amazônia e Latimpacto.
O fundo também contribuiu com capitais financeiros híbridos para Meta Florestal 2030 da Vale (Capital semente), Plataforma de Empréstimo Coletivo da Sitawi (Peer-to-peer lending), AMAZ Aceleradora de Impacto (fundo de investimento), Fundo de Floresta e Clima KPTL (Venture Capital), Conexsus (Pronaf, CCB e CRA verde. O Fundo Vale também investiu na Belterra Agroflorestas, Caaporã Agrosilvipastoril, Bioenergia Orgânicos, ReGenera, Inocas e outros.
Atuou na estruturação de inovações em Soluções Baseadas na Natureza (Nature Based Solutions – NBS, em inglês) para a Vale, como a criação da Biomas, empresa focada na restauração, conservação e preservação de biomas brasileiros, além da incubação do Hub de Carbono Vale, framework de originação, desenvolvimento e gestão de projetos de carbono e ativos ambientais com ganhos sociais para as populações envolvidas.
Investiu também na estratégia de matchfunding (modelo de financiamento híbrido, com contrapartidas de fontes diferentes) com BNDES: Garante Amazônia, voltada à liberação de crédito a pequenos produtores rurais e extrativistas para o financiamento de projetos na Amazônia, e Floresta Viva, de financiamento não reembolsável para projetos de restauração de florestas.
Programa Vivenda: a Din4mo, em conjunto com Grupo Gaia, foi a precursora em blended finance com a emissão da debênture do Programa Vivenda em 2016, um programa de reformas de moradias populares que buscava capital de giro e crédito para o cliente de baixa renda. A operação permitiu a captação de R$5 milhões, dos quais R$2 milhões oriundos de uma doação de um instituto filantrópico para compor a cota subordinada.
Projeto SOMA: a Din4mo, em conjunto com Grupo Gaia e a construtora Magik JC, lançaram o Projeto SOMA (Sistema Organizado de Moradia Acessível) em 2022, um programa que prevê a construção de prédios residenciais para locação, voltados para famílias de baixa renda em São Paulo. A operação foi feita a partir da captação de R$14,75 milhões através da emissão de um CRI (Certificado de Recebíveis imobiliários).
BNDES Blended: o BNDES realizou uma chamada pública de blended finance no final de 2022. Nesta primeira rodada, o banco alocou R$90 milhões na forma do chamado capital ‘concessional’, que aceita entrar a fundo perdido, em três temáticas: bioeconomia florestal, desenvolvimento urbano e economia circular. Para cada R$1 real do banco, os projetos se comprometiam a alavancar pelo menos outros R$3 com investidores. A demanda para esse edital chegou a quase R$900 milhões. A variedade de estruturas e tipos de participantes foi notável.

A Wright Capital nasceu em 2014 e, nessa época, poucos gestores de patrimônio alocavam em negócios de impacto. Nós havíamos tomado a decisão de trabalhar com famílias ou instituições que tivessem algum olhar para transformação social ou ambiental – nesse sentindo, alocar em impacto fazia parte da nossa missão.
Começamos alocando 1% do patrimônio de nossos clientes no Brasil em fundos de impacto. Para chegar hoje em 2% a 4% e usar critérios ESG na maior extensão possível nos outros 96% do patrimônio, nos tornamos ativistas, provocando famílias, empresas, gestores, investidores institucionais, membros do governo e reguladores, com o objetivo de fomentar reflexões sobre como alinhar nosso capital a valores e objetivos de vida, gerando assim mais do que retorno financeiro, gerando legado em conjunto com nossos clientes e parceiros de negócios.
Dez anos depois da nossa fundação, aprendemos que não só mergulhamos nessa jornada, como também todos os nossos clientes e parceiros em maior ou menor extensão.
Na Wright, alocamos apenas por meio de gestores. Quando começamos, os únicos gestores de impacto eram a Vox Capital e a MOV Investimentos. Entendemos que, se quiséssemos ter mais opções, tínhamos que nos envolver para ajudar a desenvolver o ecossistema.
Para alocar este percentual do patrimônio dos clientes criamos um veículo somente para investimentos de impacto e, para mostrar skin in the game, renunciamos a taxa de gestão em nosso primeiro veículo de investimento de impacto. De forma conservadora, para esta parcela, assumimos um retorno potencial abaixo de mercado e explicamos que, se tudo desse errado, 1% do patrimônio poderia mudar a vida de milhões de pessoas, mas não afetaria a vida de nossos clientes.
Para fazer dar certo, apoiamos gestores em temas como estruturação organizacional, no desenvolvimento de seus produtos de impacto, na captação, dentre outros. Também conectamos gestoras brasileiras a grandes fundos de Private Equity no mundo para compartilharem ideias e expertise.
Nos envolvemos com os gestores e com outros investidores, participamos do Lab da CVM, da Diretoria da Anbima e dos grupos de trabalho para Investimento Sustentável e Diversidade, do Enimpacto - estratégia interministerial -, do Sistema B, além de outras iniciativas. Também fizemos inúmeros encontros e eventos para ajudar a desenvolver essa abordagem.
Por se tratar de uma abordagem nova no Brasil, os fundos enfrentaram grandes desafios para chegarem até aqui. Fundos de impacto genuíno de gestoras independentes ainda enfrentam dificuldades de captação. Muitos bancos ou plataformas distribuem os fundos em troca de rebates. Como são fundos pequenos, caso concordassem em pagar essa taxa de rebate, sobraria pouco para remunerar o time, então a maioria faz a captação sem ajuda de plataformas.
Os grandes Private Banks e alocadores só investem em impacto sob solicitação do cliente, e fundos de impacto raramente entram em plataformas de distribuição. A justificativa é sempre uma combinação de fatores, como o tamanho do fundo, retorno esperado abaixo do mercado, prazo longo, e baixa compreensão do que é impacto. Para dar conta da demanda por esse tipo de produto, grandes instituições acabaram lançando seus próprios fundos de “impacto”: com retorno esperado competitivo, com métricas de impacto, menos ortodoxas, ou investindo em fundos fora do Brasil.
Respeitando nosso dever fiduciário, ao investir em impacto seguimos um processo rigoroso de due dilligence. Como alocamos sempre através de gestores, nossa análise é feita com base na qualidade da gestora, no alinhamento dos sócios, na senioridade do time, na estrutura do produto, nos objetivos de retorno, nas métricas de impacto, nos processos e, quando possível, no track-record.
No Brasil ainda não é possível ter um portfólio de impacto em todas as classes de ativos. A maior parte dos fundos é de venture capital ou de crédito, com algumas oportunidades surgindo em Private Equity.
Além dos fatores mencionados acima, também avaliamos os seguintes aspectos:
Para quantificar nosso impacto, também usamos como guia os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) da ONU, como veremos adiante.
As empresas investidas podem contribuir para atingir algumas ODSs, mas não são necessariamente orientadas somente a esse objetivo. Alguns fundos nos quais investimos são temáticos, mas a maioria trabalha com diversos temas, como saúde, moradia, educação, inclusão financeira, energia renovável, entre outros.
O percentual alocado em investimento de impacto ajudou a transformar a vida de milhões de pessoas:
Também ajudou a impactar o meio ambiente, contribuindo com:

Lançado em 2016, o Wright Impacto I é o primeiro fund of funds da Wright que investe em fundos com objetivos sustentáveis e voltados para a geração de impacto social e ambiental positivos. Dentre as classes de ativos, 87% do Wright Impacto está investido em fundos de Venture Capital e 13% em fundos de Crédito.
Desde seu início até dezembro 2024, o Wright Impacto I teve uma performance acumulada de 107,8% contra um CDI acumulado de 105,9%.
Durante esse período, passamos por momentos de expansão e de crise, incluindo a pandemia Covid-19. O portfólio do Wright Impacto I demonstrou ser resiliente a esses impactos, entregando resultados, tanto financeiros quanto ambientais e sociais. Algumas das investidas dos fundos do Wright Impacto I conseguiram crescer justamente por resolverem um problema importante na sociedade.

Fundada em 2009, a VOX é uma das gestoras pioneiras em investimento de impacto no Brasil. A VOX acredita em uma nova forma de investir, que além de analisar risco e retorno, também olha para o impacto. A gestora consolida sua atuação em Venture Capital e fundos de crédito.
A gestora já lançou três fundos de Venture Capital: VOX I, VOX II e Vox Tech for Good Growth I. Lançou também outros quatro fundos de Corporate Venture Capital: Aravá, com Hospital Albert Einstein, o BB Impacto ASG com o Banco do Brasil, o Copel Ventures e o Natura Ventures. Lançou ainda fundos de crédito, como o Vox Desenvolvimento Sustentável.
A Vox teve um crescimento de 4,7x entre 2020 e 2023, sendo 51% no ano de 2023, ultrapassando R$1 bilhão em ativos sob gestão (AUM). As start-ups foram capazes de crescer sua receita conjunta em mais de 70% em comparação ao ano anterior e a soma dos valores de mercado das 19 empresas ativas sob gestão atingem um valuation próximo a R$4,5 bi.1
No Wright Impacto I, temos exposição ao Vox II. A performance e o impacto foram liderados, principalmente, pelos investimentos em Celcoin e Sanar.
R$22 bilhões
em transações facilitadas
Celcoin
Inclusão financeira
mais de
R$200 Milhões
em financiamento para estudantes
Sanar
Educação
mais de
970 bilhões
de operações feitas em todo o Brasil
Celcoin
Inclusão financeira
57,5 Mil
alunos ativos em cursos online de ciências da saúde
Sanar
Educação
A Celcoin foi fundada em 2016 com o propósito de democratizar o acesso a serviços financeiros para milhares de brasileiros. O primeiro produto foi uma conta digital pré-paga que funcionava através de um aplicativo e permitia que os usuários realizassem muitos serviços, como o pagamento de qualquer tipo de conta, tributos, recargas, saques, transferências, entre outros.
E empresa foi pioneira ao atuar como um grande provedor de infraestrutura aberta de serviços bancários e financeiros. Neste modelo, qualquer empresa pode se conectar aos serviços da Celcoin através de APIs (Application Programming Interface) para construir novas experiências e oferecer funcionalidades (que antes eram restritas aos grandes brancos) de forma simples e rápida para seus usuários.
A Celcoin atende fintechs, bancos digitais, corretoras, indústrias e varejistas. Uma de suas principais e mais impactantes atividades é a de habilitar o pagamento de contas por meio de parcerias com pequenos varejistas espalhados pelo Brasil. Isso tornou a Celcoin a 11ª instituição de pagamento do Brasil em volume de TPV (Volume Total de Pagamento), com mais de R$22 bilhões transacionados mensalmente.
Um dos grandes impactos da Celcoin foi facilitar o acesso a serviços de pagamento a pessoas que moram em lugares remotos, mal servidos por canais bancários ou lotéricas. Muitas dessas pessoas, que não têm conta em banco, tinham que se deslocar de uma cidade para outra somente para pagar contas do dia a dia.
Este é somente o início de uma longa jornada, principalmente devido a duas fortes tendências:
Em 2024, reforçando a atividade da empresa, a Celcoin concluiu uma rodada de captação de R$650 milhões, liderada pela Summit Partners, fundo global de growth equity. A operação atribuiu à empresa um valuation pre-money de R$1 bilhão, valor 2x maior que o da última rodada realizada em 2022. O investidor é estrategicamente relevante para a Celcoin ao colocar a empresa num caminho de alto crescimento e desenvolvimento.
+ R$22 bilhões
movimentados mensalmente no 1T24
+ 970 milhões
de operações feitas em todo o Brasil no primeiro semestre de 2024
+ 6 mil
clientes entre bancos digitais, fintechs e demais empresas em 2023
2,7 mil
cidades brasileiras com agentes Celcoin em 2023
R$36 milhões
em renda extra para os agentes Celcoin em 2023

A Magaly Muniz é uma microempreendedora que faz parte da rede de agentes da Celcoin. Estes agentes, como a Magaly, operam como correspondentes bancários e realizam pagamentos de contas e recargas de celulares em mais de 2,5 mil cidades.
Magaly mora em Caponga (CE) que fica a 63 km de Fortaleza. Na cidade, não há agência bancária e apenas uma casa lotérica. Seu serviço economiza dinheiro e tempo para a comunidade.
“Para as pessoas saírem da Caponga para pagar uma conta de energia em Cascavel (14 km), gastam, em média R$16, indo de transporte informal. Os ônibus não têm horário certo para passar. Imagina que a conta na maioria das vezes é de R$32!”
A solução da Celcoin promove acesso à serviços financeiros à população desbancarizada, ao mesmo tempo em que contribui para o incremento da renda de microempreendedores. O impacto gerado é significante, considerando que, atualmente, dos 5.570 municípios brasileiros, 43% não possuem agências bancárias.
1 Fonte: Caleidoscópio – Vox Capital. Vídeo com depoimento da Magaly.
A Sanar é uma edtech que fornece ferramentas educacionais de qualidade e acessíveis para estu-dantes e profissionais de saúde. Por meio de uma plataforma online, a empresa oferece conteú-dos que apoiam o aprimoramento do desempenho individual dos profissionais, com o intuito de torná-los mais produtivos e assertivos ao longo de toda a sua carreira.
Ao longo de sua vida, a Sanar já apoiou mais de 300 mil médicos e estudantes em suas jornadas.
Um de seus principais produtos é o SanarFlix, destinado a estudantes da graduação de medicina. A Sanar também oferece o Yellowbook: enciclopédia online com conteúdo de apoio para a rotina dos médicos generalistas. A empresa também percebeu uma oportunidade de dar assistência a alunos que precisam de apoio financeiro, e está começando um projeto piloto de financiamento.
A atuação da Sanar é incrivelmente importante no nosso país, considerando a tremenda desigual-dade no acesso a serviços médicos. Enquanto áreas metropolitanas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, são bem atendidas por médicos, a taxa de médicos por habitantes no interior das regiões Norte e Nordeste ainda é muito baixa. Democratizar e facilitar o acesso à educação médi-ca de qualidade e apoiar médicos em suas carreiras é um dos principais desafios para a melhoria da saúde no Brasil.
A Sanar começou como uma editora de livros para estudantes de medicina, mas rapidamente percebeu o enorme potencial de oferecer conteúdo de qualidade por meio de ferramentas mais acessíveis. De lá para cá, a startup ampliou sua atuação. “Ficou claro que, com a educação, cria-mos uma relação com o médico, e decidimos fortalecê-la e ampliá-la para dar suporte completo durante toda a sua jornada profissional”, pontua Ubiraci Mercês, CEO e co-fundadora da Sanar.
Após oito anos de operações, a Sanar está ampliando sua proposta de valor. O que começou como uma plataforma com conteúdo complementar sobre medicina, hoje caminha para se consolidar como uma ferramenta de educação e suporte para toda a jornada estudantil e carreira do profissional de medicina. Assim, a Sanar quer maximizar a qualidade do atendimento médico no país.
O SanarFlix, lançado em 2018, foi o primeiro produto digital da empresa, que fornece material didático e multiplataforma ‘on demand’ por um valor acessível para estudantes de diferentes contextos sociais. A proposta é apoiar estudantes de medicina com conteúdo de cirurgia, anestesiologia, atendimento pré-hospitalar, exames laboratoriais e anatomia, por exemplo. Hoje são quase 70 mil alunos ativos – comparados com 4 mil no momento do investimento da Vox.
Em 2019, a empresa lançou o Sanar Residência Médica, cursinho preparatório online com preço 10 vezes menor do que o dos principais competidores. Em 2022, a Sanar bateu recordes de aprovação e ajudou mais de 2.000 alunos a alcançar o sonho da Residência Médica.
A geração de impacto social positivo é o alicerce para todos os passos dados pela startup, que desenvolve seus produtos a partir do reconhecimento da diversidade da população e da escuta ativa da comunidade dos profissionais de saúde. Os principais aspectos desenhados como resultados desejados abordam: o aumento da autoconfiança na prática profissional, a melhoria na qualidade dos serviços de saúde e a redução de distorções e lacunas de ensino causadas pelas barreiras sociais e geográficas.
57 mil alunos
em cursos online de ciência da saúde
R$200 milhões
em financiamento para estudantesaté maio/231

Entre os aprovados está a médica Aurileide Coutinho, da região de Bengui, em Belém (PA), mãe de três filhos, enfermeira recém-formada em Medicina e aprovada em Clínica Médica tanto na UFPA (Universidade Federal do Pará) quanto na UEPA (Universidade do Estado do Pará). Ela viu nos cursos de residência da Sanar uma opção de qualidade e acessível para seu momento de vida.
“A Sanar desmistifica o estudo para o adulto da vida real, que não é mais só estudante e que já tem família e pessoas que dependem dele. A gente bota muito essas barreiras na mente, de que não se pode mais estudar porque não há tempo. E não precisa ser assim.”
– explica Aurileide.
A MOV Investimentos é uma gestora de fundos de investimento de impacto fundada em 2012. Desde seu início, a casa levantou dois fundos, investiu mais de R$72,5 milhões, avaliou mais de 2 mil negócios e investiu em 10 empresas. Cada real investido pela MOV mobilizou outros R$83,3 de coinvestidores e parceiros de longo prazo, totalizando cerca de R$5 bilhões de investimentos nas empresas do portfólio.
De acordo com os últimos indicadores de impacto da MOV, até meados de 2024 essas companhias haviam criado mais de mil empregos, impactado a vida cerca de 8,5 milhões de pessoas, conservado 2,5 milhões de hectares (equivalente a 4,3x a área do Distrito Federal), evitado a emissão de 11,4 milhões de toneladas de dióxido de carbono e contribuído para a elaboração de pelo menos 15 políticas públicas.
Lançado em 2015, o primeiro fundo (FIP MOV 1) investiu em três temas: florestas, cidades sus-tentáveis e educação. Foram investidos R$59 milhões em 7 companhias¹. Essas empresas contribuíram para a elaboração de 15 políticas públicas e a criação de três novos mercados no Brasil: regularização fundiária, energia solar distribuída, e produção e comercialização de créditos de carbono.
2,5 milhões
de hectares
protegidos
Biofílica Ambipar
Meio ambiente
11,4 milhões
de toneladas
de CO2 evitados
Biofílica Ambipar
Meio ambiente
R$181,2 milhões
em economia na conta de luz
Órigo
Energia
386 mWp
de capacidade vendida
Órigo
Energia
446 mil
toneladas de co2E
em emissões evitadas
Órigo
Energia
58,7 Mil
toneladas
de materiais recuperados
Triciclos
Reciclagem
28,3 mil
hectares
de desmatamento evitado
Biofílica Ambipar
Meio ambiente
R$113 milhões
transferidos aos parceiros e comunidades
Biofílica Ambipar
Meio ambiente
2,4 mil
famílias isoladas que migraram do diesel para energia solar
Órigo
Energia
R$1,6 milhões
em energia doada para organizações sem fins lucrativos
Órigo
Energia
115 mil
famílias em processo de regularização fundiária e R$1,3 bilhão em ativos revitalizados
Terra Nova
Habitação
5 Milhões
de alunos atingidos em escolas públicas
Por A + B
Educação
Fundada em 2008, a Biofílica Ambipar Environment tem como propósito ser a melhor empresa mundial de Soluções Baseadas na Natureza. A Biofílica desenvolve projetos de créditos de carbo-no que promovem a conservação florestal, a restauração de ecossistemas, e valorizam a floresta em pé. O principal mecanismo usado pela Biofílica é o REDD+, que alia a conservação da floresta com modelos econômicos sustentáveis, como extrativismo e manejo florestal sustentável. Atual-mente, a empresa tem a maior área do mundo para certificação de créditos de carbono de origem florestal, equivalente a aproximadamente 1,5 milhões de campos de futebol sob preservação.
Além disso, a Biofílica também é a referência nacional em compensação de reserva legal e está presente em todos os biomas do país. Proprietários de áreas com excedente de reserva legal po-dem ofertar essa porção de suas terras na plataforma da Biofílica para produtores que precisam compensar uma área com passivo ambiental. Desse modo, esses produtores conseguem regula-rizar suas terras, evitar multas e acessar diferentes programas públicos e privados de apoio.
11,4 milhões
de ton/co2
evitadas até setembro de 2024
2,5 milhões
de hectares
conservados até setembro de 2024
A Órigo é uma empresa de energia renovável que já vendeu mais de 386 MWp de capacidade acumulada. Iniciou suas atividades em 2010 e é a maior empresa brasileira de geração distribuída compartilhada, com projetos espalhados por todo o país. Oferecem a seus clientes um serviço de assinatura de energia limpa que lhes permite economizar na sua conta de energia sem ter que fazer nenhum investimento inicial em sua moradia ou comércio. Desse modo, a Órigo massifica o consumo de energia renovável no Brasil, aumentam a capacidade instalada de energias limpas e geram economia para seus clientes.
Em 2023, a empresa aceitou uma proposta da I Squared para uma capitalização de R$1,52 bilhões. A I Squared é uma gestora de Private Equity fundada em 2012 com foco em investimentos globais de infraestrutura. Até 2023 a casa possuía mais de US$37 bilhões de ativos sob gestão e mais de 77 investimentos ao redor do mundo. Com estes recursos, a gestora se torna a maior sócia da Órigo, com uma participação de cerca de 49%, um marco para o crescimento e expansão da empresa.
386 mwp
de capacidade instalada e vendida de energias renováveis
R$ 118,2 milhões
em economia na conta de luz para seus clientes

A Órigo realizou um dos maiores projetos de inclusão social de consumidores da América Latina por meio do programa federal “Luz Para Todos”, na Floresta Amazônica, no estado do Pará. A empresa fez o design técnico e instalou sistemas solares com uso de baterias para atender a comunidade ribeirinha de 2.500 moradores de Porto de Moz. Essas pessoas depen-diam de geradores a diesel para gerar eletricidade, que só era disponível das seis da tarde a uma da manhã. Além disso, tinham que gastar R$400 reais por mês com combustível, uma solução cara e poluente.
Com a instalação das 10.000 placas solares e diversas baterias para armazenar energia à noite, os moradores dessa comunidade puderam finalmente ter acesso a conveniências que nós tomamos como garantidas, como televisão disponível a qualquer momento, água gelada e geladeira funcionando.

A Positive Ventures é uma gestora de impacto criada em 2016. A casa gere dois fundos de Venture Capital, o Positive DIF I e II, somando mais de $ 45 milhões em ativos sob gestão.
A gestora enxerga o investimento de impacto como uma força geracional para reinventar a economia global, utilizando fatores sociais e ambientais para avaliar a possibilidade dos negócios em transformar o status quo. Além disso, a Positive define como sua missão garantir que os investimentos de impacto impulsionem a mudança transformadora necessária para uma América Latina mais justa e sustentável.
A Positive investe em empresas que se propõem a solucionar grandes desafios sociais e ambientais movidos por tecnologia. O uso de tecnologia permite escalar os modelos de negócio bem-sucedidos rapidamente, amplificando tanto o potencial de retorno financeiro quanto o impacto gerado. A carteira do Decisive Investments Fund I é diversificada em termos de setores e modelos de negócio. Além disso, também investem em startups de estágio inicial, em rodadas de financiamento chamadas de pre-seed e seed.
2 milhões
de exames realizados
Labi
Saúde
612 mil
exames laudados
Neomed
Saúde
22 Mil
é a média mensal de alunos atendidos
Slang
Educação
2,6 milhões
de oportunidades geradas
Worc
Redução de desigualdades
14,5 mil hectares
de terra originada para reflorestamento e conservação
Pachama
Meio ambiente
40%
de redução no preço dos exames em comparação com alternativas tradicionais
Labi
Saúde
4,0 mil
mulheres atendidas com serviço ginecológico especializado
Oya Care
Saúde
170 Mil
alunos atingidos por iniciativas tecnológicas de educação
Letrus
Educação
1,3 milhões
de créditos de carbono booked
Pachama
Meio ambiente
2 milhões hectares
de florestas tropicais protegidas
Pachama
Meio ambiente
A Pachama é uma empresa de tecnologia ambiental que fornece serviços de criação, verificação, monitoramento, e venda de créditos de carbono originados a partir de projetos de conservação e reflorestamento. Desde sua criação, a Pachama ajudou a financiar projetos que contribuíram para a restauração de mais de 10 mil hectares de terra e que conservaram mais de 2 milhões de hectares de floresta nativa ao redor do mundo.
A Pachama foi fundada por cientistas latinos do Vale do Silício em 2018, nas florestas de Redwood (Califórnia). O time, que combina experiência em ciência, tecnologia e excelência operacional, é formado por um quadro diverso de profissionais, alguns dos quais com passagem por empresas como NASA, Google, SpaceX, Tesla, entre outras.
Com o propósito de proteger o planeta Terra (“Pachamama”, ou “mãe-terra”), e observando a oportunidade que o mercado de carbono apresenta, a Pachama utiliza tecnologia para integrar demandantes e ofertantes de créditos de carbono de alto nível. Além disso, junto com outros parceiros, a empresa também é responsável por fazer a originação e o acompanhamento de projetos geradores de créditos, monitorando a terra, nível de biomassa, a adicionalidade do projeto, e os níveis de biodiversidade alcançados.
Com o uso de softwares, satélites, dados de radares, machine learning, e inteligência artificial, a empresa fornece transparência aos compradores ao monitorar e validar a qualidade dos projetos, também permitindo que sejam diminuídos os custos e a complexidade da participação no mercado de carbono ao dar espaço para que pequenos proprietários possam gerar receitas através do reflorestamento de terras, fornecendo-lhes suporte técnico e um marketplace.
1,3 milhões
de créditos de carbono certificados até 2023
14,5 mil hectares
de terra para reflorestamento e conservação até 2023
2 milhões
de hectares
de florestas tropicais protegidas até 2023
A Letrus é uma startup de soluções para educação que atua como uma plataforma de desenvolvimento das habilidades de escrita e de leitura, utilizando tecnologia educacional e inteligência artificial para avaliar redação de estudantes. Desde que foi criada em 2017, a ferramenta já foi utilizada por mais de 180 mil alunos e 1.500 professores nas redes pública e privada em todos os estados do Brasil.
A empresa está transformando o desenvolvimento da linguagem por meio da tecnologia, ampliando a autonomia e o engajamento do estudante, impulsionando o papel estratégico do professor em sala de aula, estimulando o envolvimento da família na comunidade escolar e reduzindo a defasagem educacional entre escolas públicas e privadas.
Em 2019 a Letrus foi premiada pela Unesco como melhor tecnologia educacional do mundo e chancelada academicamente pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Já em 2024 a empresa recebeu um fi- nanciamento de R$5 milhões da USAID (Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA) para conduzir um estudo em parceria com o governo do Ceará sobre os efeitos do uso de seu programa na evolução das habilidades de escrita e leitura dos alunos. No mesmo ano, a empresa também passou a ser alvo de estudos pela Harvard University.
640
escolas atendidas, das quais 44% são públicas
170 mil
estudantes impactados
810 mil
redações revisadas por AI

A Yunus Negócios Sociais é a unidade brasileira da Yunus Social Business Global Initiatives e responsável pelo FIDC Yunus. O fundo tem por objetivo financiar empresas com grande geração de impacto social. O FIDC Yunus foi lançado em 2018 e possuía R$18 milhões alocados em dezembro de 2023.
Fizemos um investimento no início do fundo, que tem foco em oferecer crédito para pequenas empresas com carência de pagamento de principal. O fundo tem por objetivo gerar retornos indexados ao IPCA.
Também incentivamos a Yunus a refletir sobre seu posicionamento no mercado como um fundo impact first.
16,2 Mil
alunos usando a plataforma
4you2
Educação
103 Mil
alunos que concluíram o curso
Escola do Mecânico
Educação
1.540
pessoas encontram trabalho como “chapas”
Meu Chapa
Redução de desigualdades
35 mil toneladas
de resíduos endereçados para reuso
Muda
Reciclagem
3,4 milhões
de atendimentos e análises de exames
Portal Telemedicina
Saúde
3 mil
empregos gerados
99jobs
Redução de desigualdades
385 hectares
regenerados
Assobio
Meio ambiente
1,9 Milhão de alunos
que escreveram seus livros
Estante Mágica
Educação
10.000 toneladas
de resíduo orgânico utilizado para compostagem
Morada da Floresta
Reciclagem
5,5 mil campos
de futebol
(hectares) regenerados
PlantVerd
Meio ambiente
387 Mil
alunos atingidos
Redação Online
Educação
279 Mil
alunos atengidos
Portábilis
Educação

O FIDC Green Solfácil Angá investe em energia solar, por meio de financiamentos para a compra e instalação de sistemas de geração de e ergia solar, em residências e pequenas e médias empresas, com um ticket médio de R$33 mil.
O investimento no Empírica Vox foi uma estratégia de crédito investida pelo Wright Impacto I. Esse fundo foi criado por meio de uma parceria entre duas das mais tradicionais casas em suas áreas de atuação: a Empírica em crédito, e a Vox em impacto.
O Empírica Vox foi um fundo de fundos que investia em diferentes temas, incluindo financiamento estudantil (3R Educacional), inclusão financeira de PMEs (BizCapital e Banco Iosan) e apoio à geração de energia limpa. Em julho de 2023, o fundo foi liquidado devido à dificuldade de captar mais recursos para impulsionar a estratégia.

Para continuar nossa missão e manter as alocações em fundos de impacto, em 2021 lançamos o Wright Impacto II. Nessa alocação, investimos no Vox Tech for Good Growth, MOV II, Positive Ventures DIF II, GEF, Rise Ventures e o FIDC Estímulo.


O Vox Tech for Good Growth (TFGG I) é o terceiro fundo de impacto criado pela Vox. Assim como os fundos anteriores, não concentra o portfólio em uma tese de investimento específica, mas busca negócios que podem ser alavancados com o uso de tecnologia. Em 2023 o fundo seguia em fase de investimento.
7,7 mil toneladas
de emissões de CO2 evitadas
Nude
Agronegócio e alimentação
13 mil
atendimentos voltados para a saúde masculina
Omens
Saúde
3,6 Mil
alunos matriculados na Cubos Academy
Cubos
Educação
170 toneladas
de emissões de GEE evitadas
Octa
Indústrias
189 mil
atendimentos realizados
IsaLab
Saúde
129 mil
pequenos e médios produtores usando a plataforma
Seedz
Agronegócio e alimentação
74%
é o nível de empregabilidade entre os alunos até 12 meses após a conclusão do curso
Cubos
Educação

Estima-se que 85 milhões de empregos deixarão de existir até 2025 por conta de uma mudança na composição do trabalho entre humanos e máquinas, enquanto 97 milhões de novas posições adaptadas para esse contexto vão surgir1. Muitos profissionais precisarão se formar com novas competências para ocupar as oportunidades de empregos na área de tecnologia.
A Cubos Academy é uma escola que busca profissionalizar alunos em tecnologia e torná-los aptos a participar do mercado de trabalho. A empresa oferece cursos de curta ou média duração com foco na formação de profissionais de programação.
Atualmente, a Cubos oferece cursos de Desenvolvimento de Software, Designer UX/IU e Gerente de Produto, atuando com os modelos de negócio B2C e B2B, oferecendo cursos em parceria com grandes empresas de tecnologia. A maior parte da receita vem do modelo B2C de Income Share Agreement (ISA), que é um financiamento estudantil que permite ao aluno pagar a escola somente quando já estiver empregado.
A Cubos tem 3,6 mil alunos ativos e, ao longo de sua história, já apoiou mais de 100 mil alunos, por meio de conteúdo grátis, eventos, cursos e financiamentos.
1 Fonte: World Economic Forum – Future of Jobs 2020.
3,6 mil
alunos ativos na plataforma da Cubos em 2023
74%
foi o nível de empregabilidade entre os alunos em até 12 meses após a conclusão do curso da Cubos em 2023

A GEF Capital Partners Latam é uma gestora de fundos de Private Equity que investe em empresas capazes de enfrentar desafios relacionados às mudanças climáticas e promover impacto social positivo. A organização foi estabelecida em 2018 após um spin-out colaborativo do Global Environment Fund, um pioneiro global em sustentabilidade e investimento com foco em temas ambientais em mercados emergentes e nos Estados Unidos.
O fundo GEF Latam Climate Solutions1 é o primeiro fundo temático investido pela Wright Capital. Seu foco é em transição energética, de combustíveis fósseis para energias renováveis, e aumento de eficiência na gestão de energia.
197 MWP
de capacidade instalada de energia renovável
HCC Solar
Energia
38,4 GW
de capacidade atendida
Automa
Energia
23,5 Mil
toneladas
de emissões de CO2E1 evitadas
Ler Plásticos
Reciclagem
1,6 Milhões de m3
em efluentes tratados
GR Química
Indústrias
36,5 mil toneladas
de emissões evitadas de CO2
HCC Solar
Energia
48,5 mil toneladas
evitadas de CO2
Automa
Energia
33,5 Mil
toneladas
recicladas de plástico
Ler Plásticos
Reciclagem
A Lar Plásticos é uma plataforma de plásticos reciclados com integração completa, responsável pelo fornecimento de plástico pós-consumo e pela venda de produtos plásticos acabados. Fundada em 2011, a empresa possui centros de distribuição e plantas estrategicamente localizados para atender à crescente demanda por resinas recicladas no Brasil.
Com o aumento da pressão para práticas sustentáveis, a Lar Plásticos se encontra em uma posição privilegiada para capturar essa tendência de adoção de resina reciclada pós-consumo, oferecendo uma alternativa de menor impacto ambiental. O uso de plástico reciclado reduz a quantidade de plástico no oceano e diminui a pegada de carbono/energética, já que o processo de reciclagem de plástico no Brasil gera menos emissões de CO2 e consome menos energia do que a criação de plástico virgem. Desde a entrada do GEF, a empresa aumentou a sua capacidade com a introdução da maior máquina de injeção da América Latina, com 4.500 ton de capacidade.
33,5 mil toneladas
de resíduos plásticos reciclados, equivalente a redução de emissões de 23,5 mil toneladas de CO2E

O investimento do GEF Latam na Automa reflete o potencial não só da geração de energia renovável, mas também de todo o seu ecossistema, incluindo aspectos de infraestrutura e tecnologia. A empresa oferece soluções tecnológicas para a gestão de energia, especificamente operação de sistemas, digitalização de operações e controle de subestações.
Como principal proposta de valor, a Automa se propõe a aumentar a eficiência em toda a cadeia de energia – de 0,5% para energia solar a 5% em energia hidrelétrica, por exemplo. Essas porcentagens podem parecer pequenas, mas o impacto de suas soluções faz uma diferença gigantesca para os clientes da Automa e para o país. Como exemplo, um aumento de eficiência de 1% na capacidade monitorada pela empresa resultaria na economia de 400 MW, o que é maior do que toda a capacidade instalada da Órigo. Esse ganho de eficiência é ainda mais importante considerando o alto índice de perdas de energia no país – esse número é aproximadamente 15% no Brasil, comparado com a média global de 3%. A empresa já apoia 25% da energia instalada no Brasil.
O investimento do GEF Latam na Automa tem sido fundamental para apoiar a internacionalização da empresa, a solidificação de sua equipe, e seu desenvolvimento tecnológico. A Automa já entregou projetos em países como França, Chile, EUA e Colômbia, por exemplo.
38,4 MW
de capacidade total atendida por soluções da empresa em 2023
48,5 Mil
toneladas evitadas de emissões de CO2

A Rise Ventures é uma gestora de Private Equity fundada em 2016 com o propósito de realizar investimentos que combinem impacto socioambiental positivo, concreto, mensurável e auditável, com retornos financeiros atrativos.
A gestora investe de maneira agnóstica em empresas de early growth equity, com as quais o time desenvolve uma agenda de valor baseada em três pilares essenciais: impacto, governança e pessoas.
Entre 2016 e 2020, a Rise realizou investimentos via club-deals com capital proprietário dos sócios, construindo seu track-record inicial. A partir de 2020, após se estruturar como gestora credenciada pela CVM, a Rise lançou seu primeiro veículo de investimento, o Rise 1 FIP, com R$150 milhões alocados.
O fundo possui um portfólio de 7 empresas que atuam em pelo menos uma das três verticais da Rise: social, natureza e bem-estar.
61 mil kWp
de capacidade instalada de energia renovável
Alba
Energia
138,1 Milhões
de litros de água poupada
Beleaf
Agronegócio e alimentação
258 toneladas
evitadas de emissões de CO2
Beleaf
Agronegócio e alimentação
R$76,6 milhões
repassados a centrais de triagem parceiras
EuReciclo
Reciclagem
mais de
R$765 milhões
em crédito concedido para indivíduos de baixa renda
Jeitto
Inclusão financeira
96,5 mil
pessoas com acesso a exames de qualidade
Hilab
Saúde
4,4 mil toneladas
de emissões de CO2 evitadas
Alba
Energia
2,5 Milhões de m2
em terra poupada
Beleaf
Agronegócio e alimentação
1,3 milhões de toneladas
de resíduos pós-consumo compensados
EuReciclo
Reciclagem
4,7 milhões
de clientes com limite aprovado
Jeitto
Inclusão financeira
372 mil toneladas
de efluentes tratados e devolvidos ao rio
Okena
Meio ambiente
138,4 mil
exames realizados
Hilab
Saúde
mais de
17,6 mil
alunos impactados
Alicerce
Educação
A Alicerce Educação é uma empresa que nasceu para atuar no desenvolvimento da base educacional da população brasileira, com soluções de contraturno escolar e qualificação profissional.
A companhia atua para reduzir a defasagem de aprendizado no Brasil, utilizando metodologias proprietárias para recuperar até um ano de atraso educacional em apenas dois meses, a um custo acessível. Os alunos são avaliados em relação a habilidades emocionais e sociais, e então trilham um plano individual de aprendizagem.
O objetivo da companhia é chegar a 500 mil alunos até 2027 e, no longo prazo, impactar 10 milhões de estudantes.
Empresa integradora de sistemas fotovoltaicos: prospecta, comercializa, projeta, compra, instala e monitora sistemas fotovoltaicos. Tem sede em Minas Gerais, mais de 10 anos de experiência e mais de 800 projetos entregues. Seu foco de atuação são cidades do interior do Estado e consumidores de pequeno e médio porte.
51.000 kWp
de potência instalada em 2023
640 toneladas
de CO2 não emitidos até 2023
Empresa de tratamento de efluentes e lodos industriais, com diferencial de velocidade para soluções personalizadas. Inserida no portfólio da Rise em 2021, tem planta em Itapevi com grande espaço para ampliação e é uma das únicas do Brasil com linhas de tratamento integradas de físico-químico e biológico.
O Jeitto é uma fintech brasileira que oferece soluções financeiras e de crédito responsáveis para a população da base da pirâmide no Brasil, que historicamente não é bem atendida. A empresa foca na inclusão financeira – 79% dos empréstimos são feitos para pessoas nas classes C, D e E, por meio de dois tipos de produtos: limite de crédito e empréstimo pessoal.
O Jeitto começou suas operações em 2019 e já concedeu R$566 milhões em crédito. Desde 2017, a empresa já ofereceu crédito para mais de 1,9 milhões de pessoas por meio de 2 produtos: um limite de crédito mensal para usar quando precisar e, para clientes selecionados, empréstimos pessoais com valores maiores e prazos mais longos. A startup usa inteligência artificial para análise de crédito. 40% da população adulta brasileira, ou 64 milhões de pessoas, estavam negativadas em setembro de 2022.
3,8M de clientes
com limite aprovado em 2023
R$1.764,00
era a renda individual dos clientes adimplementes em 2023

O Positive Ventures DIF II é o segundo fundo da Positive Ventures e tem uma tese similar à do primeiro fundo – investem em empreendedores que assumem a missão de solucionar grandes desafios sociais e ambientais.
Fizeram o primeiro investimento do fundo em agosto de 2022, na Ruuf, uma empresa one stop shop para a instalação de painéis solares em residências e pequenas empresas. Outros investimentos relevantes incluem Funga, uma empresa que utiliza o microbioma fúngico florestal para enriquecer a diversidade das florestas e combater alterações climáticas, introduzindo fungos em áreas degradas, e a WindFall Bio, empresa que utiliza micro-organismos que se alimentam de me- tano para transformá-lo em nutrientes orgânicos ricos em nitrogênio, permitindo que agricultores e outros clientes-alvo convertam gases do efeito estufa em recursos benéficos para a agricultura.

1,05 MW
de capacidade instalada
Ruuf
Energia
497 kg
de CO2 emitido a menos na produção da proteína da Ten Lives em relação à proteína bovina
Ten Lives
Agronegócio e alimentação
160 milhões
de toneladas de CO2 mapeadas
Sinai Technologies
Meio ambiente
1,7 mil hectares
de terra sob carbon lease
Funga
Meio ambiente
158,7 toneladas
de emissões de CO2 evitadas
Ruuf
Energia
25 mil
usuários na plataforma
Renee
Saúde
840
projetos de descarbonização
Sinai Technologies
Meio ambiente
800
sites de florestra degradada trabalhados
Funga
Meio ambiente
12,5 Mil
livros feitos
Luna
Educação
O FIP MOV 2 foca em Soluções Baseadas na Natureza que possam contribuir para fortalecer um novo paradigma de desenvolvimento sustentável para a Amazônia Brasileira, amparado por negócios que valorizam a floresta e sua biodiversidade, revertem desmatamento, regeneram áreas degradadas e promovem bem-estar social e afluência na região.
Entre as teses de investimento, destacam-se bioeconomia, agricultura e florestas nativas, além de alimentação saudável para as pessoas e para o planeta, como ingredientes amazônicos e sua cadeia de fornecimento. Como teses complementares, seguem as de viabilizadores do desenvolvimento sustentável, como rastreabilidade e gestão logística, e de educação para o futuro do trabalho, como escolas de programação e soluções para aumentar o número de alunos formados no ensino superior.
As empresas investidas pelo MOV 2 até março de 2025 eram:
O Estímulo nasceu em 2020 como um “fundo alívio” com o objetivo de ajudar empreendedores afetados pela pandemia Covid-19, oferecendo crédito mais acessível e cursos de gestão. Ao longo de sua operação, conseguiu receber todo o capital de volta. Esse capital, em torno de R$40 milhões, oriundo das doações, se tornou a cota subordinada do um FIDC.
Com uma estrutura inovadora de blended finance, em novembro de 2024 o fundo possuía R$80 milhões, dos quais R$50 milhões são cotas subordinadas – oferecendo mais segurança aos investidores das cotas seniores.
O Estímulo promove a inclusão produtiva na base da economia, desenvolvendo o pequeno empreendedor para que se torne um agente de impacto em sua comunidade. Nos últimos quatro anos, a iniciativa já liberou aproximadamente R$300 milhões em crédito para mais de 4 mil pequenos negócios em diversas regiões do Brasil, dos quais 90% estão em áreas de baixa renda, 54% são liderados por mulheres. e 28% acessaram crédito formal pela primeira vez.
Além de apoiar empreendedores por meio de crédito, o Estímulo criou um programa de capacitação, e já atenderam mais de 12 mil empreendedores. Com isso, não só ajudam os empreendedores a atingir seus objetivos, mas melhoram a performance financeira da carteira, reduzindo o risco de inadimplência.
Em 2024 o Estímulo se tornou estudo de caso da Harvard Business School. A universidade destacou o modelo de blended finance da organização e trabalhou os desafios da transição de um modelo non-profit para um fundo de impacto com sustentabilidade financeira. O estudo foi liderado pelo professor Vikram Gandhi, que leciona sobre Investimentos Sustentáveis no MBA. Os principais coordenadores do Estímulo, Vinicius Poit e Lucas Conrado, participaram da apresentação do case em Boston.
R$262 milhões
em financiamento para micro e pequenas empresas espalhadas pelo país
FIDC Estímulo
Inclusão financeira
43 mil
empregos impactados
Portfólio diversificado
Inclusão financeira
4,2 mil
micro e pequenas empresas apoiadas
Portfólio diversificado
Inclusão financeira
90% apoio
financeiro
em regiões de baixa renda (C, D e E)
Portfólio diversificado
Inclusão financeira


















O futuro não vem até nós...
Acreditamos no poder dos mercados e na inovação financeira para escalar soluções voltadas a questões sociais e ambientais mais urgentes. Nos comprometemos a apoiar o desenvolvimento do ecossistema de finanças sustentáveis e impacto socioambiental no Brasil e nos envolvemos em iniciativas relevantes com poder transformador.
Empresas B são negócios que equilibram propósito e lucro, considerando o impacto de suas decisões em seus trabalhadores, clientes, fornecedores, comunidade e meio ambiente.
Dentre os propósitos de Empresas B, incluem-se: redução de desigualdade e níveis de pobreza, criação de um meio ambiente mais saudável, comunidades mais fortes, e geração de mais empregos de alta qualidade com dignidade e propósito.
Empresas B são empresas que buscam serem melhores PARA o mundo e não apenas as melhores DO mundo. A Wright Capital é uma empresa B.
Nossa sócia, Fernanda Camargo, é Diretora da Anbima, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. A entidade tem quatro compromissos: representar, autorregular, informar e educar.
A Anbima fala em nome de bancos, gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras. Atualmente são 305 instituições associadas, 1.394 instituições seguem o Código da Anbima e 376 mil profissionais são certificados.
Este GT teve início no ano de 2020, e uma das principais conquistas foi a criação da Regra para o Fundo de Investimento Sustentável – Fundos IS: os fundos que têm o investimento sustentável como objetivo/mandato leverão o sufixo IS (Investimento Sustentável) no nome. A carteira deve estar alinhada ao propósito e nenhum investimento pode comprometer o propósito.
Também será necessária a definição e divulgação da estratégia, da metodologia e dos dados que dão suporte à gestão da carteira, assim como a realização de ações de diligência e monitoramento quanto à aferição dos objetivos ASG. Caso utilize índices como referência, eles precisam estar igualmente alinhados aos compromissos sustentáveis do produto.
Tem como propósito fomentar a Diversidade e Inclusão no setor financeiro. É necessário compromisso e intencionalidade dos associados em promover a equidade de oportunidades e desconstruir barreiras culturais e estruturais da exclusão para promovermos mudanças significativas, conectando nosso setor com o futuro da sociedade e do mercado. Trata-se do melhor para as pessoas, equipes, negócios e setor financeiro.
Atua com foco em quatro agendas: mudanças do clima e biodiversidade; direitos humanos e transição para uma sociedade mais justa; mecanismos e instrumentos financeiros; e governança e liderança.
Desde 2016 a Wright Capital participa do GT Instrumentos Financeiros e Investimentos de Impacto que tem como objetivo alavancar capital para modelos de negócio que atendam a necessidades sociais por meio de instrumentos financeiros inovadores. Este GT trabalha com os temas blended finance, Diversidade no Sistema Financeiro, e Métricas e Gestão do impacto.
Também participamos eventualmente do GT Finanças Verdes que tem como objetivo fortalecer as finanças sustentáveis no Brasil, propondo soluções financeiras e de mitigação de riscos para alavancar recursos para projetos com adicionalidades socioambientais. Temas: Mercados de Carbono, Financiamento à Infraestrutura Sustentável (Soluções Baseadas na Natureza) e Agricultura, e Uso Sustentável da Terra.
A Estratégia Nacional de Investimentos e Negócios de Impacto (ENIMPACTO) é uma articulação de órgãos e entidades da administração pública federal, do setor privado e da sociedade civil, com o objetivo de promover um ambiente favorável ao desenvolvimento de investimentos e negócios de impacto. Nossa sócia Fernanda Camargo faz parte do Comite de Economia e Impacto como representante da Anbima.
Participamos de diversos eventos sobre impacto e ESG na ABVCAP.
O IEER é um índice que mede o desequilíbrio racial de uma empresa a partir de um modelo matemático. Análise da composição do quadro de colaboradores, salários médios e distribuição racial por ocupação na região em que a empresa opera. O IEER pode melhorar por meio da adoção de ações afirmativas e da realização de investimentos sociais voltados à equidade racial.
Latimpacto promove o intercâmbio de conhecimento sobre modelos inovadores e eficazes de gestão, medição e financiamento para o impacto, facilitando conexões e estimulando a colaboração e o co-investimento. Conecta todo o contínuo de capital, prioriza o impacto usando ferramentas liga à América Latina a um movimento global de redes de Venture Philanthropy. Com a articulação de filantropos e investidores sociais, busca mobilizar mais capital humano, intelectual e financeiro para o ecossistema de impacto. A Wright Capital ajudou na constituição da rede e hoje faz parte do Conselho.
Os fundos patrimoniais filantrópicos foram regulamentados em 4 de janeiro de 2019, por meio da Lei 13.800/19. Os fundos patrimoniais podem ser criados por instituição pública ou privada, desde que sejam sem fins lucrativos, e apoiar causas de interesse público, como saúde, educação ou direitos humanos. De acordo com a legislação, devem ser administrados por organizações gestoras instituídas para atuar exclusivamente para um fundo na captação e na gestão das doações e do patrimônio constituído. A Wright Capital faz parte da Coalizão e patrocinou o anuário de Fundos Patrimoniais do IDIS.
Organizada pela Rockefeller Foundation e pelo International Venture Philanthropy Center (IVPC), é composta por líderes sêniores de instituições públicas, privadas e filantrópicas em todo o Sul Global. O grupo apresentou sua declaração oficial para líderes do G20 no Seminário Think20 em Bali, Indonésia:
Outra história transformadora foi a conexão com a Índia. Em um almoço com indianos de um fundo de impacto, em 2017, ouvimos falar pela primeira vez do Aadhaar, a identidade digital da Índia, que transformou uma nação inteira. Eles nos apresentaram Sahil Kini, um dos primeiros funcionários do Aadhaar, ficamos amigos. Em 2018, apresentamos Nandan Nilekani, fundador da Infosys e coordenador deste movimento na Índia, para o governo brasileiro. Também apresentamos o time do Id4d do Banco Mundial aos técnicos do Ministério da Fazenda. Desde então temos feito várias conexões entre Índia e Brasil.
A Índia criou o DPI, uma Infraestrutura Pública Digital (DPI) que inclui uma camada de identificação digital chamada Aadhar; um sistema de pagamentos funcionando como Interface Unificada de Pagamentos; e, uma camada de troca de dados em seu agregador de contas, entre outros serviços. O DPI da Índia foi aprovado por vários países, inclusive o Brasil, e organizações internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e, mais recentemente, o G20.
Em Março de 2024 deste ano nossa sócia Fernanda esteve na Índia para o evento anual do Societal Thinking, e em Novembro, organizamos um jantar para que Sanjay Purohit, chief curator officer do movimento, contasse sobre essa organização que foi criada por Nandan e Rohini Nilekani e outros filantropos para empoderar e, através de tecnologia, escalar negócios sociais no Sul Global. No Brasil estão abrindo o Centre For Exponential Change em conjunto com Instituto Beja. Sanjay também falou sobre o DPI e como esta evoluindo na Índia. Convidamos Ciro Avelino, assessor do Gov.br, que em 2018 trabalhava no SETIC para contar como as conexões feitas em 2017 estão dando frutos até hoje. Muitos atores do nosso Governo Digital estiveram na Índia desde então. E agora com o DPI as trocas com a Índia devem crescer muito.
Além desses grupos, durante anos, organizamos encontros em nossa casa para discutir filantropia, venture philanthropy, blended finance, capital catalítico, soluções baseadas na natureza, identidade digital... sempre unindo pessoas do setor privado e heróis do setor público. Nesses encontros muitas sementes foram plantadas.
São infinitas histórias, desde negócios que nasceram inspirados nesses eventos, até fundos que foram criados especificamente para ESG ou Impacto, até mudança de mentalidade de grandes gestores depois de muitas conversas.
Ao longo dos anos, também fizemos infinitas provocações junto a gestores e grandes empresas, muitas das quais resultaram em mudanças efetivas de mindset e formas de operação.
Para além de tal atuação em campo, também nos engajamos em diversas frentes junto a órgãos reguladores e governamentais visando o fortalecimento e aprimoramento das normas relativas ao ecossistema de impacto e ESG.
Acreditamos em compartilhar conhecimento, trabalhar em conjunto, escutar pessoas com ideias diferentes, fazer pontes e persistir – algumas mudanças podem levar uma vida.
“A mudança é eterna, natural, mas frequentemente queremos que o outro mude, queremos que o mundo mude. Segundo Gandhi temos que ser a mudança que queremos ver no mundo, os exemplos de uma nova história e um novo modo de vida, um modo de vida que seja sustentável. Cada um de nós tem o potencial de oferecer coisas incríveis. A jornada começa em nós mesmos, e a jornada da mudança e de ser a mudança não é algo que pode acontecer da noite para o dia. A jornada se dá passo a passo, dia após dia, ao longo da vida. Todos os dias temos que viver uma vida que seja sustentável, gratificante e justa”
– Satish Kumar
Na Wright, sempre acreditamos no poder do amor, nas relações empáticas, em ajudar a todos sem interesse e com todo o nosso coração. Nesta jornada, fizemos amigos, trabalhamos arduamente e, ao nos apresentarmos em direção às nossas missões, pudemos apreciar o caminho, saboreando cada momento.
Ver o esforço incansável daqueles que querem um mundo melhor nos inspira e nos faz seguir em frente. É preciso coragem, criatividade e muita empatia. Foram tantas histórias incríveis e conexões que o que parecia uma utopia no início, aos poucos foi se tornando comum.
Independente do nome ou termo que daremos daqui para frente, ninguém mais deveria desprezar os critérios ESG (Environmental, Social and Governance) como fatores de risco a serem ponderados para a tomada de decisão de investimentos. Fica cada vez mais claro que é impossível voltar para o status quo quando se compreende que o trabalho escravo, a depredação ao meio ambiente, o desrespeito a clientes e fornecedores, a corrupção, dentre tantos outros fatores, jamais poderiam ter sido aceitos por tanto tempo.
Durante esses dez anos de Wright, aprendemos sobre o uso de critérios ESG, restrição de portfólios a ativos tóxicos, investimentos de impacto nas mais diversas classes de ativos, a inovadora abordagem do Venture Philanthropy e a importância dos capitais customizados e catalíticos (Blended e Tailored Financing) e dos intermediários. Nos envolvemos em inúmeras ações de advocacy e filantropia. Aprendemos sobre green bonds (títulos verdes), impact bonds (emissões de dívida para soluções de problemas sociais), descarbonização de portfólios ou sua compensação, Soluções Baseadas na Natureza, regeneração de áreas degradadas, sistemas agroflorestais, Digital ID, Amazônia 4.0, inteligência artificial para o bem (AI for Good), entre outros temas relevantes.
Conhecemos soldados anônimos dentro dos vários governos e pelos mais diversos cantos, despidos de ideologia e cheios de sonhos e vontade de trabalhar por uma sociedade mais justa e próspera. Conhecemos pessoas com histórias de vida incríveis no mundo inteiro. E chegamos a conclusão ao final: que tudo valeu a pena mas que, ao mesmo tempo, jamais mudaremos nossa realidade contando apenas com a atuação do Estado ou do terceiro setor.
Talvez sejamos sonhadores. Mas, enquanto o mundo sofre em meio a guerras, mudanças climáticas, fake news, e outros males, esperamos que ao menos aqueles que estão acordando e os que já estão acordados se deem as mãos e ajam. Respeitemos aqueles que dormem profundamente sem julgá-los. Mas, tenhamos histórias pessoais e empresariais de verdade para contar para nossos filhos e netos.
Para seguirmos juntos nesta jornada, desejamos mais empatia, menos apego, menos crenças, mais solidariedade, mais compaixão, menos ego, mais amor... Que sejamos humildes e humanos. Que nossa alma seja de criança, independentemente da idade. Que tenhamos um propósito, um que justifique nossa presença no mundo. Que respeitemos a individualidade de cada um. Que encontremos no outro o melhor de nós. Que lembremos todos os dias que somos finitos. Que a gente aprenda a perder pra ganhar, diminuir pra crescer. Que os sonhos persistam apesar das derrotas.
Que possamos nos questionar sobre o que construímos até aqui e como seria um mundo mais justo e respeitoso em relação ao meio ambiente e a nós mesmos, afinal estamos totalmente conectados.
Wright Capital
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